terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Fome de que?

Quando alguém termina uma refeição e deixa comida no prato, sempre se escuta alguma pessoa dizendo 'você não vai comer isso? Tem gente passando fome na África!' O problema é que tem gente passando fome no Mundo inteiro. Segundo Catherine d’Amato, presidente e CEO of The Greater Boston Food Bank, fome é um problema da justiça. É preciso usar ciência e tecnologia para combatê-lo.

Com o grande avanço da tecnologia é possível saber onde há maior distribuição de alimento e onde há falta. É possível alimentar o mundo usando modelos comunitários científicos, ensinando a população a fazer irrigação e em outras comunidades como se plantar.

Mas isso é um projeto que deveria ter embasamento em políticas públicas. Só que quando as necessidades básicas estão cuidadas, as pessoas podem contribuir com a comunidade de outra forma. E isso não é o que políticos querem.

Esse problema que tem uma solução conhecida continua tirando vidas, porque muitas vezes preferimos olhar para outro lado e jogar a comida fora, do que ir atrás de dividir com quem realmente precisa.

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Gatos

Há muitos anos minha família sofre com  um problema de gatos. Todas as noites trancamos todas as janelas e portas para que os gatos dos vizinhos não nos façam uma visita noturna. Você deve estar se perguntando 'porque?' Gatos são criaturas majestosas e dóceis, que adoram lugares quentinhos e humanos. Mas também adoram andar na rua, passear pelo lixo e comem sua própria bola de pêlo. Então quando entram na minha casa durante á noite, procurando abrigo,  fazem questão de marcar o seu território embaixo da cama! Tomam na privada e no bico da torneira da cozinha, a mesma torneira que na manhã seguinte uso para fazer café! Doenças são minha única preocupação.

O problema em si, não é apenas a visita que eles fazem, mas a liberdade que seus 'donos' lhe dão. Se você adota um gatinho o mínimo que se pede é que tenha espaço em sua casa para criá-lo. E não deixar solto pela vizinhança como selvagens. Já que além de transmitir doenças para os outros eles também transmitiram para aqueles que os alimenta. E com saúde não se brinca. Caso queira adotar um gatinho, veja o que eles podem trazer para dentro da sua casa:


  • Alergia respiratória: Pois eles produzem uma proteína chamada glicoproteína, que desencadeia uma série de sintomas alérgicos, como espirros, inchaços na pele, problemas respiratórios ou a asma;
  • Toxoplasmose: É transmitida através da contaminação com as fezes do gato e pode causar mal formação no bebê se a mãe for contaminada durante a gravidez;
  • Micose: É transmitida pelo contato pele a pele com os gatos, e causam muita coceira e vermelhidão na pele. Seu tratamento pode ser feito com o uso de antifúngicos como o cetoconazol, sob orientação médica;
  • Esporotricose: É transmitida através da mordida ou arranhadura do gato contaminado com o fungo causador da doença. Seu tratamento pode ser feito com o uso de antifúngicos como tioconazol, sob orientação médica;
  • Síndrome da Larva Migrans Visceral: É transmitida pela ingestão de ovos da verminose, que podem afetar o intestino, fígado, coração ou pulmões causando uma série de complicações;
  • Ancilostomíase: É transmitida através da penetração do parasita através da pele, pode causar hemorragia no fígado, tosse, febre, anemia, perda de apetite e fadiga.


  • Já tivemos vários vizinhos que reconheceram o erro de deixar os gatos correrem soltos, mas alguns ainda persistem no erro. Teve um tempo que adotamos um cachorro e colocamos eles para correr, literalmente. Outras vezes, jogávamos track neles. Mas ultimamente, estamos tão cansados dessa ladainha que ligamos para o Centros de Controle de Zoonoses (CCZs) da cidade. Se sozinhos não conseguimos vencer, quem sabe com alguma ajuda.

    sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

    Feliz 2014!

    O ano... da Copa no Brasil! Esperamos que também seja o ano de prosperidade, de harmonia, de aniquilação ao analfabetismo, de erradicalização da miséria, da descoberta de cura para inúmeras doenças que levam amigos cedo de mais e da paz...


    Sucesso!

    ;)

    Gerações

    Porque é tão fácil odiar a geração atual? Não só pelas atitudes, mas os pensamentos ou a falta deles é o que mais irrita. Não importa a idade, quem é mais instruído se sente menosprezado ao se ver agrupado em sua geração. Pode ser que a maioria não saiba da história do seu próprio país, mas os que sabem  são os maiores críticos da sua própria geração. Eu odiava a minha, não só pela falta de consciência mas também pelo excesso de irresponsabilidade. Hoje eu suporto, pois no ano de 2013 a passeata dos cem mil, ou o movimento passe livre, apesar de ter sido desorganizado e violento, esse movimento me mostrou que talvez ainda temos uma chance com essa geração. Na Folha de São Paulo, o seguinte trecho me deixou esperançosa: "Por que você tá aqui no protesto?", perguntou a repórter do "TV Folha" a uma garota na manifestação do dia 11: "Olha, eu não consigo imaginar uma razão para não estar aqui, na verdade", foi sua resposta. 

    O  que todos pensam é que assim que deve ser, mas acredito que a solução para as diferenças sociais está no conhecimento. Quanto maior o conhecimento, mais consciente a pessoa é do seu papel social. Uma sociedade estável está intimamente ligado aos organismos funcionais e nos papeis sociais que estes desenvolvem. Afinal o Estado é uma máquina e todas as suas engrenagens devem estar firmemente encaixadas. 

    Na nossa geração, enxerga-se tantos buracos que chega ser impossível algum setor funcionar. Solução real não há. O que pode ser feito é preparar a próxima geração para que no futuro, não haja mais buracos. É como Aristóteles coloca 'a finalidade do homem é a felicidade', quem sabe não a encontraremos.

    sexta-feira, 8 de novembro de 2013

    Viva a Diferença!

    Notícia da semana: Justin Bieber dorme com brasileira e é gravado... Justin Bieber é atacado por fãs brasileiras... Justin Bieber leva garrafada de água na cabeça.... E é por isso que não vamos falar de Justin Bieber, e sim de algo que está acontecendo em algumas universidades: a votação para escolha da nova representação do DCE - Diretório Central dos Estudantes. Em São Paulo e em Campinas o que se escuta são manifestações contra polícia no campus e a favor da liberdade. 

    Contra a militarização dos campus fico a favor. Pois é visível a utilização de drogas dentro do campus à vista de todos. Inclusive, no debate que ocorreu na UNICAMP - Universidade Estadual de Campinas, entre as chapas que estão disputando as eleições do DCE, o cheiro de maconha (vulgo marijuana, cannabis, verdinho, teco-teco, pen-drive) e a visível utilização de alguns participantes tornaram impossível a participação de outros (eu inclusive). Nada contra quem quer utilizar, mas no momento em que você utiliza em um lugar público, com pessoas que não se manifestam, você deixa de ser testemunha e passa a ser cúmplice, pois maconha ainda é ilegal no Brasil (é lógico que está deslegalizada, mas ainda gera multa e apreensão fumar em determinados locais). Então, o usuário de maconha além de impor o cheiro, transforma qualquer pessoa a sua volta em criminoso por associação.

    Por isso, quando os representantes estão gritando por mais liberdade de expressão, gritando contra impunidade, gritando contra opressão, gritando por uma universidade aberta, eles deveriam ter em mente que eles devem tomar o primeiro passo e ser o mais responsável, tomar a frente e ver que talvez seria melhor ter a polícia dentro do campus sim. Porque o discurso de que a polícia é corrupta, é violenta e não tem limites, não é melhor do que o discurso de que a Universidade é terra de ninguém, um lugar onde as pessoas morrem por falta de socorro. O que realmente acontece nos dias de hoje.

    Pense, porque votando hoje é que mudamos o amanhã!

    Até. ;)

    sábado, 2 de novembro de 2013

    Mulher Moderna

    O que de fato é uma mulher moderna? 

    A história das mulheres é de luta. Sabe-se que no começo de tudo, a matriarca da família é quem tinha a última palavra, e que os homens eram submissos pois são as mulheres que geram novos homens. Mas em algum momento da história isso mudou. A mulher passou de milagre para obrigação. Gerar uma criança, não era mais visto como continuidade da espécie, mas como continuidade da descendência. Aquela que não cumpria seu papel falhava com o mundo e com a sociedade. A partir daí, a mulher tende a dar mais importância para o social do que para o indivíduo. Só que não era o bem social motivo de preocupação, era o social na forma do "o que a sociedade irá pensar?" Este marco deixou as mulheres aprisionadas ao pensamento da geração mais velha, o certo era casar, ter filhos e cuidar de sua casa. 

    O que não contavam era que as mulheres não foram feitas para algo tão simples, afinal no começo de tudo, eram elas que iam à caça de alimento.  Em um mundo antes dominado por homens, elas tomaram seus lugares e se manteram firmes, deixando a sociedade e as gerações passadas tendo muito o que falar. 

    Mãe, trabalhadora, lutadora, independente, assalariada, mestre, doméstica, doutora, do lar... Todas são mulheres. E no final tudo que querem é alguém para compartilhar seu dia. Sim, as mulheres tiveram que lutar muito para poder escolher quem ao lado delas estará. E as vezes está "tudo bem" fazer tudo sozinha, lá no fundo, por trás dessa fortaleza, elas são frágeis. Elas seguem o coração. São elas que geram, cuidam e amam incondicionalmente seus filhos. Não é errado, nem ruim precisar de alguém, afinal é necessário dois para se fazer um.

    Pode sim, lavar, passar, cozinhar, trabalhar, cuidar da casa. No final do dia ler um bom livro e tomar um bom vinho. Poder falar de política, economia, literatura e arte. Mas também de fraldas, escolas e feiras infantis. Ter a habilidade de fazer duas, três, quatro coisas ao mesmo tempo e todas terminarem de maneira impecável. O problema é fazer tudo isso, correr a beça e não saber onde está indo. 

    A diferença é que elas sabem o que querem. Por isso são chamadas de mulheres modernas.

    sexta-feira, 1 de novembro de 2013

    Estamos voltando...

    Oh, my! Fazia muito tempo que não sondava a internet à procura de informação. Qualquer tipo de informação. E percebi que havia deixado de fazer algo que sempre me inseriu na comunidade como um ser pensante: escrever.  Comecei a pensar onde meu foco mudou onde foi que parei de raciocinar. Percebi que não foi meu foco que mudou, mas simplesmente que o tempo que era gasto para pensar e escrever mudaram para assistir séries e estudar matemática. Não foi ruim, na verdade foi bem confortável essa mudança. Mas o que somos nós, se não seres em constante mutação? Resolvi mudar. Estamos voltando... e voltamos com tudo!


    Espero ter orgulho de mim também PC Siqueira!

    Nos vemos por aqui, até! =)